Transportadores entram em greve e deixam São Paulo sem combustível

Greve dos transportadores de combustível de São Paulo pode deixar postos da capital sem gasolina, veja!

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Última atualização em 07 de março de 2012 - 16h00
Greve do combustível em SP

A partir desta quarta-feira, 07/03/2012, poderá faltar combustível em alguns postos da região de Itapetininga, interior de São Paulo. Os motoristas que levam combustível para os postos entraram em greve devido à proibição de tráfego de caminhões a partir do dia 05/03 na Marginal Tietê e em outras 25 vias da capital entre as 5h e 9h da manhã e das 17h às 22h, de segunda à sexta-feira. Aos sábados a restrição será das 10h às 14h. O motorista de caminhão que desrespeitar a restrição poderá levar multa de R$ 85,13 e perder quatro pontos na carteira.

"Se caso o governo não se manifestar, outros cerca de 20 sindicatos do País já confirmaram a adesão à paralisação, gerando uma greve nacional."disse Gastão

Segundo o presidente do sindicato do transporte, Gastão diz que os motoristas de veículos pesados não tem opção para trafegar enquanto o Rodoanel não estiver completamente construído.  Os motoristas de caminhões disseram que fariam vários protestos nas vias públicas, mas não iriam fazer na Marginal Tietê para não prejudicar os motoristas de veículos de passeio.

Fim da paralisação

Na noite de terça-feira (6 de março) a Justiça de São Paulo determinou que os caminhoneiros responsáveis pelo transporte de combustíveis em São Paulo voltassem a trabalhar normalmente. Já na manhã seguinte (7 de março) o Sindicam-SP informou que irá acatar a decisão da Justiça e voltará ao trabalho.

O Sincopetro do Estado de São Paulo, entidade que representa os postos de combustíveis de São Paulo, afirma que não há previsão para normalizar o abastecimento.

Efeito na bomba

Alguns postos aproveitaram a falta geral no abastecimento para abusar do consumidor aumentando os preços abusivamente. A ANP recomenda o valor entre R$2,39 e R$2,89 para o preço da gasolina comum. Porém, o litro da gasolina podia ser encontrado a R$4,99. Para o Procon, que recebeu mais de 40 denúncias, o aumento configura um oportunismo por parte dos donos de postos de combustíveis para explorar o consumidor. A fiscalização está sendo feita também por policiais da Delegacia de Proteção à Cidadania, além do Procon.

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